A pesca pode ser muito mais que fisgar um peixe

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Olhando mais além para o que realmente a pesca representa na vida de um pescador

Ainda me lembro de quando a pesca entrou na minha vida aos 5 anos de idade, assim como na maioria dos casos que conheço, através da influência do meu pai. E olha que para quem mora em uma cidade grande há milhares de outras atividades possíveis para uma criança se apaixonar, mesmo assim escolhi pescar.

Acredito que o motivo principal que me motivou a pedir ao meu pai que me levasse nas suas pescarias de feriadão, geralmente em praias distantes de Porto Alegre, era a função toda que movia o tal evento. Lembro-me que os filhos dos parceiros de pescaria do meu pai, um pouco mais velhos que eu, já estavam inseridos na “turma de pesca” de uma forma tão natural que eu também quis saber qual o segredo daquela euforia que antecedia as viagens.

Então certo dia meu pai e eu fomos pescar no Rio Guaíba em Porto Alegre, na antiga Doca Turística do RS, de ônibus mesmo. Lembro até mesmo da linha de ônibus: o Ilha da Pintada. Lembro-me da viagem até o local, pois precisávamos pegar o ônibus T-2 e depois o Ilha para poder descer pertinho do rio. E como era legal arrumar as tralhas para aquela “indiada”. Essas pescarias no Guaíba eram simples, com varinha de bambu, no máximo algumas linhas de mão, com minhoca de isca, mas eram extremamente divertidas.

Depois veio a primeira viagem de pesca, longe de casa, naqueles lugares paradisíacos do litoral sul gaúcho onde se pegava os melhores peixes de mar do RS. Minha primeira pescaria ao extremo foi na Barra do Peixe, no município de Tavares / RS. Hoje o local é próximo a uma reserva ecológica: o Parque Nacional da Lagoa do Peixe. O local onde acampávamos era no meio das dunas, passando um pouco a barra da lagoa no encontro com o mar. Lembro de ficarmos 4, 5 dias e pegar muitos peixes, tantos que comíamos peixe lá e ainda dava para trazer peixe para todos os parceiros. Geralmente após a pescaria nossas famílias organizavam uma grande “Peixada” que se tratava de uma janta regada a muito peixe frito, assado e ensopado com todos reunidos. Era uma grande festa.

barra do peixe tavares RS a pesca
Barra do Peixe – Lagoa do Peixe – Tavares / RS

Depois dessa “iniciação” nas viagens de pesca, retornei com eles inúmeras vezes não somente lá na Barra do Peixe mas também na Solidão, ou Farol da Solidão como também é conhecido. No Bojuro, em Mostardas e em algumas localidades onde há naufrágios antigos, que atraem muitos peixes grandes. Um desses locais é conhecido por Monte Athos.

Também realizei pescarias na água doce com aquela turma, principalmente em uma praia conhecida como Varzinha, no município de Viamão / RS, pertinho de Porto Alegre. Esse local é banhado pela Lagoa dos Patos, que na verdade é uma Laguna, pois possui ligação com o mar lá no sul do estado em Rio Grande / RS. Além da Lagoa dos Patos, a Varzinha possuía muitos valos infestados de Traíras e Jundiás. Pescávamos em ambos.

Essas lembranças de pescarias são tão marcantes e ainda vivas na minha memória que ainda posso lembrar de detalhes do acampamento, peixes capturados e situações simples ocorridas durante os dias de pesca. E para mim, é disso que a pesca se trata: de viver momentos inesquecíveis.

Para uma pessoa que ama pescar, todo peixe será lembrado, toda situação será divertida, todo o equipamento é válido, desde uma simples varinha de bambu até a carretilha mais moderna e cheia de rolamentos. Pesca também se trata de amizade, entre pai e filho, entre irmãos, entre pessoas próximas. A pesca tem o dom natural de reunir pessoas. Em uma pescaria de sucesso, verdadeiramente divertida, o peixe é apenas um detalhe.

Atualmente eu curto mais a pesca esportiva, e possuo muitos equipamentos modernos, diversas iscas, linhas e outros “apetrechos” porém é naqueles momentos simples da infância que estão todas as minhas influências de pesca, e é por essas lembranças que hoje sou um apaixonado por essa atividade. Quando vou pescar, eu tento pontos diferentes, tento iscas diferentes, troco equipamentos, mas no final das contas, o que realmente é empolgante, o que realmente eu fui buscar ali naquele local, é a paz e alegria de estar pescando, aquela mesma lá dos meus 5, 6 anos. Pescar para mim não é apenas uma atividade de fisgar peixes, mas um estilo de vida incrível e apaixonante, que desejo passar para meus filhos. Pescar é viver bem, em sintonia com a natureza e com as pessoas.

Considerações finais

Se você se identifica com essa visão da pesca compartilhada nesse post, eu posso apostar que é um pescador extremamente feliz. Sei que realmente o peixe não é a prioridade máxima das suas pescarias, e que, o mais importante da pesca é o que estar lá pescando representa na sua vida, como forma de diversão, descanso e paz interior. Se você tem algo para falar sobre sua relação com a pesca, deixe um comentário em nosso post.

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